Webcopy – A arte de (BEM) escrever para a web | Parte 1

Copywriting

Em Novembro passado, iniciámos, uma soalheira manhã, com mais uma reunião de trabalho num cliente. Em cima da mesa, estava a apresentação e discussão do Plano Tático de Marketing para 2018.

Para quem nos conhece, não é segredo que defendemos a abordagem de inbound marketing por oposição ao antigo marketing de intrusão, pelo que uma das estratégias passa necessariamente pelo marketing de conteúdo.

Sem marketing de conteúdo não há inbound marketing!

Este cliente estava a iniciar a sua estratégia de marketing de conteúdo e, no decurso da reunião, lançámos o desafio da sua equipa contribuir com alguns artigos para o seu novo blog. A resposta não tardou: – “Isso não é viável. Não temos jeito nenhum para escrever!!”.

Claro que este discurso não foi uma surpresa para nós. Já o tínhamos ouvido inúmeras vezes, em situações semelhantes.

Na verdade, a nossa experiência diz-nos que as equipas começam, timidamente, com alguns drafts, para a equipa Gliimecode compor.

No entanto, depois de algumas dicas adicionais e de pôr a “mão na massa”, o medo inicial é ultrapassado e a produção de conteúdos passa a ser uma tarefa regular e bastante prazerosa.

 

Copywriting reúne técnicas de redação jornalística e publicitária e consiste na produção de conteúdo, pensada de forma estratégica, com o objetivo final de levar o utilizador a executar uma ação, por exemplo uma compra.

 

Como explicámos no artigo Blog corporativo – Bom investimento ou simples moda, não se trata do conhecido “Compre já”, mas sim de criar conteúdo que informe, esclareça e crie relacionamento, para posteriormente despertar o interesse pela compra.

Quer esteja a começar no mundo do copywriting ou tenha já alguma experiência, vale a pena conhecer ou rever alguns aspetos fundamentais que fazem da web um meio de comunicação incrível e que devemos ter em conta para garantir o máximo resultado do nosso esforço e trabalho.

O primeiro aspeto a não perder de vista está relacionado com as particularidades dos utilizadores da web.

 

Quais os traços gerais dos utilizadores da Web?

 

– São impacientes e não lêem textos longos

Quer a leitura seja feita num dispositivo móvel (cada vez mais frequente) ou num desktop, a leitura é mais cansativa.

Os leitores “scanarizam”: olham para os títulos e subtítulos, procuram links e palavras específicas, sobem e descem na página, numa busca rápida pela informação pretendida ou para fazer uma triagem inicial e decidir se vale a pena ler todo o conteúdo.

Os utilizadores web são movidos por tarefas e têm pouco tempo. Apreciam conteúdo que possam rapidamente ler, “digerir” e absorver.

 

– São ativos e não passivos

Rapidamente decidem se o conteúdo é merecedor da sua atenção e num clique vão-se!

Questionam tudo o que veem e querem ter direito a dar a sua opinião e/ou acrescentar informação, numa perspetiva de co-criadores de conteúdo.

 

Algumas técnicas de Webcopy ajudam-nos a responder a estas especificidades.

 

Boas práticas de Webcopy

 

1. Escrever para o utilizador

Uma boa escrita serve o leitor e não o “ego” do escritor.

> Priorizar a qualidade e não a quantidade.

O conteúdo deve ser:

Relevante – dá resposta a uma necessidade

Original – não apenas mais do mesmo

Objetivo, credível e com um twist de persuasão (bom mix de texto jornalístico e publicitário)

> Definir à priori o estilo e a linguagem, tendo em conta o público a que se dirige e mantê-la para que haja coerência.

> Escrever como se de uma conversa se tratasse (ainda que com um estilo requintado).

Usar um discurso caro e impessoal tende a afugentar os leitores. Um tom de conversação, envolve as pessoas, que sentem como se tivéssemos a falar com elas e fazendo-as sentir-se parte da história.

> Dirigir o discurso ao leitor individualmente, numa linguagem de um para um e não de um para uma qualquer massa anónima.

 

2. Ajudar os utilizadores a encontrar a informação e forma fácil

> Utilizar frases curtas e linguagem simples (mas não simplista)

Sempre que possível cortar palavras que não acrescentam valor ao texto

> “Roubar palavras” – usar palavras habitualmente utilizadas pelo nosso público-alvo, fá-lo-á sentir-se em casa e compreendido

> Utilizar títulos e subtítulos

  • Permitem realçar palavras e informações importantes
  • Facilitam a leitura na diagonal. O utilizador move-se livremente pelo conteúdo, de acordo com a sua preferência
  • Atraem a atenção do utilizador para as ideias chave
  • Melhoram o aspeto visual do texto e tornam-no menos pesado

> Utilizar tipos de letra simples e não inferiores a 10pxs, para uma leitura sem esforço

> Deixar espaços brancos entre parágrafos

> Utilizar imagética (fotos, imagens, ícones, gráficos, vídeos)

Para além de tornar o conteúdo visualmente mais apelativo, o cérebro processa informação visual 60 mil vezes mais rápido do que informação em texto.

Note-se ainda, que sempre que possível devemos privilegiar fotografias reais, que tornam a experiência mais pessoal

 

Estas ideias fazem sentido para si?

Que tal rever os seus artigos e testar algumas destas técnicas?

No próximo artigo, falaremos de outros aspetos que farão certamente a diferença nos resultados do seu blog.

Até lá!

 

Por Teresa Secco | 16 Jan 2018

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