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Quando alguém escreve em seu nome, isso é… verdade ou consequência?

Quando alguém escreve em seu nome, isso é… verdade ou consequência?

O Carlos anda ansioso para publicar o seu primeiro artigo, no linkedin. A Mara publicou o primeiro artigo no seu blog e anda com os nervos em franja, para manter as publicações periódicas, que planeámos.

Se alguma destas situações lhe é familiar, saiba que está longe de estar sozinho!

Esta é a realidade de um enoooooorme número de pessoas.

Vejamos, por exemplo, o caso da rede social linkedin.

Dados recentes, revelados pelo próprio linkedin, estimam que o número actual de membros da rede é superior a 610 milhões de pessoas, em todo o mundo. Pois, o número de pessoas que publica o seu próprio conteúdo, semanalmente, ronda os 3 milhões, o que traduz uma ínfima percentagem, de apenas 0.5%! (1)

Apenas esta ínfima percentagem fortalece diariamente a sua marca pessoal, se torna uma referência na sua área e atrai as oportunidades que perspectiva e outras tantas que, nunca antes, imaginara possíveis.

O que é feito das restantes 607 milhões de pessoas que não aproveitam todo este potencial?

Sejamos francos!

Eu acredito que todos desejamos ter uma voz activa.

Pode soar a lugar comum, mas todos temos uma história para contar. Todos temos experiências e aprendizagens diferentes. Todos temos uma voz única e notável, que merece ser partilhada e ouvida.

Porque não? Como não?

Numa era em que o conteúdo é encarado como a moeda deste século, a escrita ganha importância crescente e incontornável.

Acredito que esta não é uma habilidade inacta. É uma habilidade que se pode aprender e desenvolver, com formação, muita leitura e prática.

Mas muitos são os que não pensam da mesma forma. Eu compreendo.

Ter um léxico variado e dominar as regras gramaticais não chega. É preciso entrar no mundo das pessoas com quem queremos falar, ter ideias, aprender continuamente, conectar conceitos e contextos e “mastigar” tudo, para, enfim, dar à luz um texto com princípio, meio e fim. Um texto que envolve emocionalmente quem o lê, que captura a sua atenção, mantém o seu interesse e, derradeiramente, o motiva para uma acção.

Este texto que está a ler, por exemplo, surgiu a partir das muitas histórias como a do Carlos e da Mara, que acompanho diariamente e também de uma curta conversa, com uma amiga recente – a Maria.

Na 2ª F, passada, fui tomar um café com a Maria. Falámos de tudo um pouco. A dada altura, explicava-lhe o que fazia profissionalmente e dizia-lhe o quanto me dava gozo fazer de “ghostwriter”.  Ao ver o franzir do seu sobrolho, expliquei que, como ghostwriter, escrevo artigos, publicações, emails e outros, sem que o meu nome aparecesse.

Volvidos uns segundos de silêncio, ela insurgiu-se com a seguinte pergunta:

 

– “Recorrer a um ghostwriter não é enganar os outros?  Estou a ler um texto a pensar que foi uma pessoa que escreveu e afinal não foi!”

 

A questão pareceu-me pertinente e decidi escortiná-la mentalmente e partilhá-la por aqui.

Dei por mim a pensar…

 

O que faz um ghostwriter?

 

Começar pelo início é sempre um bom ponto para começar!

É preciso desmitificar o que é um ghostwriter e o que ele pode fazer pela sua marca.

Esta “figura” começou por ser conhecida, principalmente, por trabalhos como autobiografias e obras literárias, que se tornaram best-sellers.

Actualmente, o trabalho destes profissionais é muito mais abrangente e inclui artigos para blogs, publicações em redes sociais e revistas, ebooks, sequências de emails, scripts para vídeos e muitos outros.

O mundo de auto-publicação fácil, em que vivemos, assim como a crescente exigência das pessoas, assim o reclamou.

 

Porque alguém me contrata para escrever os seus textos?

 

Quem me contrata como ghostwriter…

É co-criador da sua vida

Reconhece o poder do conteúdo, como forma de conquistar o apreço, a credibilidade e a confiança das pessoas, o que gera oportunidades pessoais e profissionais extraordinárias.

Tem uma mentalidade de generosidade e não de escassez

Conhece o prazer e o poder de partilhar e servir.

Valoriza o seu tempo

Quer dedicar o seu tempo a fazer o que sabe fazer de melhor, o que não inclui a escrita.

Quer garantir qualidade e resultados

Sabe que recorrer a um profissional que escreve diariamente e que faz uso das boas práticas de webcopy e, last but not the least, de copywriting lhe dá maior confiança e resultados mais ágeis.

 

E eu? Porque me fascina escrever textos em nome de outras pessoas?

 

Eu sinto-me, verdadeiramente, privilegiada sempre que alguém confia em mim e me deixa entrar no seu mundo. Me empresta parte do seu conhecimento e me dá a conhecer, em linhas soltas, as suas ideias (muitas vezes em primeira mão), as suas histórias, os seus sonhos e desafios.

Eu gosto e sei captar a essência das marcas e o seu tom único.

Gosto de exercitar a flexibilidade mental, para criar um texto com uma voz, que não é a minha e que reflecte os valores e a personalidade de cada marca com que trabalho.

Eu gosto e sei compreender as dores e desejos das pessoas com quem querem comunicar.

Eu gosto e sei pegar em ideias soltas, trabalhá-las e, com uma intenção maior, tecer um fio com princípio, meio e fim.

 

Mas, se sou eu que escrevo, serão os textos meus?

 

Definitivamente não.

As ideias não são minhas. As histórias, as expressões e o tom também não. Não sou eu, naqueles textos.

Apenas “empresto” as minhas habilidades e paixão pela escrita e pelo conteúdo que empondera e cria relação.

Para mim, a questão ética não se coloca, sempre que as pessoas recorrem a estes serviços pelos motivos que referi acima, como ganhar tempo e garantir a qualidade dos textos e não porque não tem conhecimento sobre o tema.

 

Trata-se de um trabalho que requer confiança e colaboração extremas.

Talvez por isso, para muitos, contratar uma pessoa para escrever os seus textos pode ser, tão ou mais, assustador do que o nome, habitualmente, usado para designar quem o faz – Ghostwriter ou escritor fantasma.

Mas não tem de o ser. Vejamos como atenuar esta “pré-ocupação”.

 

Aspectos fundamentais na escolha de um Ghostwriter

 

Empatia

 

A empatia entre cliente e escritor é mesmo crucial.

Pode aferir isso numa conversa, em que avalia a empatia entre ambos e tira as suas dúvidas em relação ao método de trabalho que propõe.

 

Estilo de comunicação

 

Sendo certo que estes profissionais são flexíveis para escrever com diferentes estilos, é recomendável que veja o conteúdo que o seu ghostwriter publicou anteriormente para a sua própria marca: artigos em blogs e em redes sociais, publicações, comentários a outras publicações e outras actividades, que lhe dão uma ideia do seu estilo de escrita e mindset.

 

Conhecimento do seu sector

 

Na minha opinião, a familiaridade do ghostwriter com o seu sector não é essencial.

Estes profissionais, são ávidos aprendizes. Com as suas dicas e pesquisas conseguirão produzir textos de grande qualidade.

 

Proximidade geográfica

 

Esta questão será relevante se, para si, as reuniões presenciais forem importantes.

A minha experiência de trabalho remoto, através da videochamada, tem sido francamente positiva e em nada condiciona o resultado final.

 

 

Ter alguém que escreve em seu nome, pode ser uma excelente opção.

As habilidades de um bom escritor podem ser inestimáveis para a sua marca. ​​

Tire as suas ideias da cabeça e do papel. Não deixe de ter uma voz activa e de desenvolver a sua marca, por falta de tempo ou de confiança na sua escrita.

 

E para si? Quando alguém escreve em seu nome, isso é… verdade ou consequência?

Deixe a sua opinião nos comentários ou envie-me um email para teresa@gliimecode.com. Vou adorar saber a sua opinião! 😉

 

(1) Fonte: 46 Eye-Opening LinkedIn Statistics for 2019

25 Out 19

foto teresa secco

Por Teresa Secco

Consultora e Coach. Adora aprender novas matérias e perspetivas, numa base diária e é apaixonada pelas áreas do marketing e do desenvolvimento pessoal. É fã de pessoas sorridentes que assumem, com confiança e determinação, o seu papel de co-criadores da sua vida e essa é a sua forma de estar na vida.

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